Sem dúvida que o queijo sempre teve uma importante presença na nossa alimentação. Pelo menos há dois mil anos, que são produzidos pela coagulação do leite de vacas, cabras, ovelhas, búfalas e/ou outros mamíferos, criando assim, diversas vertentes desta iguaria, com sabores e texturas diferentes por esse mundo fora.
Sendo um dos melhores produtos da gastronomia portuguesa, nos últimos anos muito se têm falado do queijo artesanal e a da sua cura.
Cura
É o chamado momento de descanso de um queijo. São colocados em estantes de madeira e virados, para realizarem o processo de maturação de cada lado. É aqui que o queijo adquire características próprias, que diferenciam de região para região. Quanto mais maturado, mais amarelada e mais consistente a casca fica.
Meia Cura
É um queijo produzido com leite cru, ou leite pasteurizado, que nem é fresco nem é curado. O seu período de maturação, pode variar entre uma a cinco semanas, com uma temperatura entre 10 ºC e temperatura ambiente.
Curado
É um queijo mais seco e mais firme, de pasta mais ou menos firme, casca amarelada e de sabor levemente ácido. O seu processo de maturação fortalece a intensidade do seu sabor e ajuda na sua conservação.
Sabia que..
– De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, em 2004, mais de 18 milhões de toneladas de queijo foram produzidas mundialmente?
– Os maiores produtores de queijo são os Estados Unidos, que representam 30% da produção mundial, seguidos pela Alemanha e França.
– O maior exportador de queijo, é a França.
– A Alemanha é a maior importadora de queijo.
– A Grécia é a maior consumidora mundial de queijo, com 27,3 kg / per capita, sendo que o Feta contribui com três quartos deste consumo.
– Quanto mais intenso o cheiro, melhor será o seu sabor, mas também será mais forte.
No universo do queijo é comum pensarmos em vinho e no mundo do vinho, pensarmos em queijo. É o companheiro ideal e sempre fiel, para maridar com o nosso vinho.
Aqui ficam algumas dicas de maridagem:
– Os vinhos brancos são os mais versáteis, combinam bem com todos os tipos de queijo.
– Tanto para vinhos brancos e como para vinhos tintos, o corpo e sabor do vinho, deve equilibrar a textura e sabor do queijo. Assim, um queijo leve e delicado deverá maridar com um vinho leve e delicado, e vice-versa.
– Os Vinhos e queijos da mesma região tendem a maridar muito bem.
– Queijos frescos e de pasta mole – vinhos tintos leves sem madeira, vinhos brancos florais e frutados, sem madeira, champanhe ou espumante bruto.
– Queijos azuis – maridam perfeitamente com os vinhos de sobremesa: vinho do Porto vintage / LVB, colheita tardia, Riesling doce, “icewine”, vinho Madeira, Moscatel ou vinho de Carcavelos.
– Vinho do Porto 20 anos – vai muito bem com um belo Queijo da Serra e Queijo de Azeitão.
E como o vinho vem da Vinha, experiente e desfrute.
Txim Txim e boas maridagens.
João Guedes.